segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

M4 Sherman

 



M4 Sherman foi o principal tanque projetado e construído pelos Estados Unidos para as forças aliadas durante a Segunda guerra mundial, tendo sido utilizado neste conflito tanto pelos Estados Unidos quanto exportado pelo programa de arrendamento de guerra estadunidense, para ampla utilização em várias frentes de guerra por seus aliados, britânicos, chineses, franceses e pela força expedicionária brasileira.


Foram construídos mais de 50.000 tanques acrescidos de centenas de veículos, denominados com número de modelo ídiferente e capacidades concretas, sendo fabricadas 2.000 unidades por mês, construídas em onze fábricas diferentes nos Estados Unidos. As unidades derivadas eram veículos de transporte, artilharia autopropulsada, destruidores de tanques e veículos de socorro.


No Reino Unido os M4 foram apelidados de General Sherman e de Little Furnace, continuando a tradição de batismo dos blindados americanos com nomes de generais famosos.


O nome britânico tornou-se popular nos Estados Unidos, e os dois nomes são normalmente combinados sobre a forma de M4 Sherman. Depois da Segunda Guerra Mundial, os Shermans serviram na Guerra da Coreia. Muitas outras nações o usaram em combate durante o século XX.


Os Shermans tinham como ponto forte a manobrabilidade, a confiabilidade e um projeto que permitia a produção em grandes quantidades. O Sherman marcou a guinada da guerra a favor dos Aliados.


Era o "cavalo de batalha" dos norte-americanos, e apesar das suas deficiências relativas, foi produzido em tal quantidade que impressionava os oficiais alemães.


No entanto, o Sherman nunca foi um blindado que tenha se destacado em nenhum campo de batalha.


A sua blindagem era deficiente e ele chegou a ser conhecido pelos americanos como "Ronson" uma famosa marca de isqueiros, pela sua característica capacidade de explodir ou se incendiar com facilidade.


As versões posteriores utilizaram uma "câmara de água" envolvendo o compartimento da munição para evitar explosões.


História do projecto do M4 Sherman



O blindado M4 Sherman foi projetado para substituir o M3 Lee, o qual padecia de uma silhueta exageradamente alta, em virtude de ter uma torreta armada com um canhão de 37 mm, e também, do seu canhão principal de 75mm (fixo e projetado lateralmente no "chassi") ter uma característica táctica limitada, não poder girar a 360º.


O Departamento de Armamento do Exército dos Estados Unidos já tinha um design preciso do blindado em 1940, mas o desenvolvimento do M4 teve de aguardar que o M3 estivesse em produção - só então o protótipo do M4 foi desenvolvido mais profundamente.


Em abril de 1941 o Exército Americano escolheu um design - denominado T6 - que combinava o canhão de 75 mm que equipava o M3 Lee, aplicado a uma torre moderna com uma versão modificada do casco do referido M3 Lee.


A confiabilidade do M4 foi potencializada pela utilização de designs de comprovada eficácia que já tinham sido testados em carros anteriores, nomeadamente na motorização, suspensão e nas lagartas propriamente ditas.


O objetivo era criar um carro que fosse capaz de derrotar qualquer tanque usado pelos exércitos do eixo.




História da produção do tanque Sherman nos EUA.


O Sherman teve sete denominações principais de variantes durante a sua produção: M4, M4A1, M4A2, M4A3, M4A4, M4A5 e M4A6.


Estas denominações não indicam necessariamente um desenvolvimento linear: por exemplo A4 não indica precisamente uma evolução de A3.


Estas denominações indicaram variações de padrões de produção. De fato os Sherman foram muitas vezes fabricados simultaneamente em locais diferentes.


Os subtipos diferiam sobretudo pelas motorizações, embora o M4A1 diferisse do M4 pelo seu casco em peça única fundida, não pelo motor.


O M4A4 tinha uma motorização maior, o que exigiu uma suspensão mais elaborada, um casco mais longo e lagartas mais compridas com mais blocos.


O M4A5 era a denominação dos Sherman produzidos no Canadá.


O M4A6 dispunha de um chassi mais alongado, e foram produzidos menos de uma centena.


Embora a maioria dos Sherman tivesse propulsão a gasolina, o M4A2 e o M4A6 tinham motores a diesel: o M4A2 um par de GMC 6-71 com seis motores retos, o M4A6 um Caterpillar radial RD 1820 (estes, juntamente com o M4A4, que dispunha de um motor A57 Multibank (construído a partir de cinco motores Crysler de 4.2 litros), foram fornecidos aos países aliados).


O M4 pode até referir-se aos subtipos iniciais com o motor radial Continental ou, em geral, para toda a família dos sete subtipos do tanque, dependendo do contexto.


Muitos detalhes na produção, na potência do motor e do armamento, configuração balística e confiabilidade foram efetuados em continuidade, sem alterar a designação do modelo base.


Unidades com suspensão aperfeiçoada, com armazenamento mais seguro das munições - "wet ou molhado"- com blindagens mais espessas, como o M4 "Composite" - que tinha a parte frontal da blindagem fundida acoplada a uma secção traseira mais resistente - foram produzidas.


Note-se que a nomenclatura Britânica diferia da Norte-Americana.


Os Shermans iniciais dispunham de uma peça de 75 mm, de média velocidade e não projetada especificamente para blindados, a qual era na verdade derivada do célebre canhão francês de 75 mm (soixante-quinze).


O Gabinete de Projetos do Exército dos Estados Unidos planejou a substituição do Sherman com celeridade, nomeadamente no tanque médio T20 (o qual culminaria no M47 Patton) mas foi decidido, para minimizar os problemas de produção, incorporar elementos de outros projetos mais evoluídos no Sherman.


De fato, os modelos posteriores M4A1, M4A2 e M4A3 receberam a torre T23, com uma peça de 76 mm de alta-velocidade M1, o que reduziu o número de munição HE e de fumo, e aumentou o número de projéteis antitanque.


Mais tarde o M42 e o M4A3 foram produzidos com um Howitzer de 105 mm numa torre modificada.


A produção standard de Shermans 76 mm (um M4A1) iniciou-se em Janeiro de 1944, tendo os Shermans armados com peças de 105 mm sido produzidos a partir de Fevereiro de 1944.


Em Junho / Julho de 1944 o Exército Americano aceitou uma produção limitada de 254 M4A3E2 Shermans "Jumbo", dispondo de uma blindagem muito espessa, com a peça de 75 mm colocada numa torre T-23, mais pesada, com a finalidade de assalto a fortificações. O M4A3 foi a primeira variante a ser produzida com a suspensão HVSS (suspensão horizontal), com lagartas mais largas para uma melhor distribuição de peso.


A condução suave da variante HVSS (M4A3E8) foi por isso alcunhada de "easy eight".


Quer as forças Americanas quer as Britânicas desenvolveram um grande número de dispositivos especiais adaptados ao Sherman.


Muitos ficaram experimentais, mas os operacionais incluíram o tipo Dozer (lâmina de bulldozer aplicada), Duplex Drive (com flutuadores e duas hélices que lhe davam capacidade anfíbia), Lança-Chamas R3 para os Shermans "Zippo", Lança-foguetes T-34 "Calliope" de 60 tubos para a versão lança-foguetes do Sherman. Muitas variantes Britânicas foram desenvolvidas pelo célebre general Percy Hobbart: os "brinquedos de Hobart".




Utilizadores


Principais utilizadores.


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 Alemanha 

 Argentina

 Austrália

 Brasil

 Canadá

 Chil

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 Cuba

 Dinamarca

 Egito

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 Índia

 Irão

 Israel

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