terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Língua inglesa

 Inglês (English) é uma língua germânica ocidental que surgiu nos reinos anglo-saxônicos da Inglaterra e se espalhou para o que viria a tornar-se o sudeste da Escócia, sob a influência do reino anglo medieval da Nortúmbria. Após séculos de extensa influência da Grã-Bretanha e do Reino Unido desde o século XVIII, através do Império Britânico, e dos Estados Unidos desde meados do século XX, o inglês tem sido amplamente disperso em todo o planeta, tornando-se a principal língua do discurso internacional e uma língua franca em muitas regiões. O idioma é amplamente aprendido como uma segunda língua e usado como língua oficial da União Europeia, das Nações Unidas e de muitos países da Commonwealth, bem como de muitas outras organizações mundiais. É o terceiro idioma mais falado em todo o mundo como primeira língua, depois do mandarim e do espanhol.


Inglês

English

Pronúncia:/ˈɪŋglɪʃ/
Falado em:(ver abaixo)
Total de falantes:Primeira língua: 360–400 milhões
Segunda língua: 199 milhões–1,4 bilhão
Total: 500 milhões
Posição:3a posição como língua nativa e 2a posição contando também os que a falam como segunda língua.
Família:Indo-europeia
 Germânica
  Germânica ocidental
   Anglo-frísia
    Ânglica
     Inglês
Escrita:Alfabeto latino
Estatuto oficial
Língua oficial de:53 países
Nações Unidas
União Europeia
Comunidade das Nações
Conselho da Europa
OTAN
NAFTA
OEA
OCI
UKUSA
Regulado por:Sem regulamentação oficial
Códigos de língua
ISO 639-1:en
ISO 639-2:eng
ISO 639-3:eng



  Países onde o inglês é a língua de facto em azul escuro
  Países onde o inglês é a língua oficial, mas não é a língua de facto


Historicamente, o inglês originou-se da fusão de línguas e dialetos, agora coletivamente denominados inglês antigo, que foram trazidos para a costa leste da Grã-Bretanha por povos germânicos (anglo-saxões) no século V, sendo a palavra english derivada do nome dos anglos e, finalmente, de sua região ancestral de Angeln (no que é agora Schleswig-Holstein). Um número significativo de palavras em inglês são construídos com base nas raízes do latim, visto que esse idioma foi, de alguma forma, a língua franca da Igreja Cristã e da vida intelectual europeia. O inglês foi mais influenciado pela língua nórdica antiga, devido a invasões viquingues nos séculos VIII e IX.


A conquista normanda da Inglaterra no século XI originou fortes empréstimos do franco-normando e as convenções de vocabulário e ortografia começaram a dar a aparência superficial de uma estreita relação do inglês com as línguas românicas, o que agora é chamado de inglês médio. A Grande Mudança Vocálica, que começou no sul da Inglaterra no século XV é um dos eventos históricos que marcam o surgimento do inglês moderno a partir do inglês médio.


Devido à assimilação das palavras de muitos outros idiomas ao longo da história moderna, o inglês contém um vocabulário muito grande. O inglês moderno não só assimilou palavras de outras línguas europeias, mas também de todo o mundo, incluindo palavras do hindi e de origens africanas. O Oxford English Dictionary lista mais de 250 000 palavras distintas no idioma, não incluindo muitos termos técnicos, científicos ou gírias.


História

Ver artigo principal: História da língua inglesa

Ver também: Língua inglesa antiga, Inglês médio e Língua inglesa moderna


O inglês é uma língua germânica ocidental que se originou a partir dos dialetos anglo-frísio e saxão antigo trazidos para a Grã-Bretanha por colonos germânicos de várias partes do que é hoje o noroeste da Alemanha, Dinamarca e Países Baixos. Até essa época, a população nativa da Bretanha Romana falava língua celta britânica junto com a influência acroletal do latim, desde a ocupação romana de 400 anos.


Uma das tribos germânicas que chegaram à Grã-Bretanha foram os anglos, que Beda acreditava terem mudado completamente a Bretanha. Os nomes england (de Engla land ou "terra dos anglos") e english (do inglês antigo englisc) são derivados do nome dessa tribo; no entanto saxões, jutos e uma variedade de povos germânicos a partir das costas da Frísia, Baixa Saxônia, Suécia e Jutlândia do Sul também se mudaram para a Grã-Bretanha nesta época.


Inicialmente, o inglês antigo era um grupo diverso de dialetos, o que reflete as origens variadas dos reinos anglo-saxões da Grã-Bretanha, mas um desses dialetos, o saxão ocidental, eventualmente passou a dominar e é neste que o poema Beowulf foi escrito.


O inglês antigo mais tarde foi transformado por duas ondas de invasões. O primeiro foi por falantes do ramo linguístico germânico setentrional, quando Haldano e Ivar, o Desossado começaram a conquista e a colonização do norte das Ilhas Britânicas, nos séculos VIII e IX (ver Danelaw). A segunda foi por falantes do normando antigo, uma língua românica, no século XI com a conquista normanda da Inglaterra. O normando desenvolveu-se para anglo-normando e depois para anglo-francês, quando introduziu uma nova gama de palavras, especialmente através dos tribunais e do governo. Além do alargamento do léxico com palavras escandinavas e normandas, estes dois eventos também simplificaram a gramática e transformaram o inglês em uma linguagem de empréstimo, mais aberta para aceitar novas palavras de outras línguas.


As mudanças linguísticas no inglês após a invasão normanda produziu o que é agora conhecido como inglês médio, sendo The Canterbury Tales, de Geoffrey Chaucer, a obra mais conhecida.


Durante todo este período o latim, de alguma forma, era a língua franca da vida intelectual europeia, em primeiro lugar o latim medieval da Igreja Cristã, mas depois o latim humanista da Renascença e aqueles que escreveram ou copiaram textos em latim comumente cunharam novos termos do idioma para se referir a coisas ou conceitos para os quais não havia nenhuma palavra nativa existente no inglês.


O inglês moderno, que inclui as obras de William Shakespearee a Bíblia King James, é geralmente datado de cerca de 1550, e quando o Reino Unido se tornou uma potência colonial, o idioma serviu como língua franca das colônias do Império Britânico. No período pós-colonial, algumas das nações recém-criadas que tinham várias línguas nativas optaram por continuar a empregar o inglês como língua franca para evitar as dificuldades políticas inerentes à promoção de qualquer língua própria acima das outras. Como resultado do crescimento do Império Britânico, o inglês foi adoptado na América do Norte, Índia, África, Austrália e em muitas outras regiões, uma tendência alargada com o surgimento dos Estados Unidos como uma superpotência em meados do século XX, nomeadamente após a Segunda Guerra Mundial.


Primeira página do manuscrito Beowulf.


Distribuição geográfica

Ver artigos principais: Anglofonia e América Anglo-Saxônica


Cerca de 375 milhões de pessoas falam inglês como sua primeira língua. O inglês hoje é provavelmente a terceira maior língua em número de falantes nativos, depois do chinês mandarim e do espanhol. No entanto, quando se combina nativos e não nativos é provavelmente a língua mais falada no mundo, embora eventualmente a segunda, ficando atrás de uma combinação dos idiomas chineses (dependendo ou não das distinções esses idiomas são classificados como "línguas" ou "dialetos").


As estimativas que incluem falantes do inglês como segunda língua variam entre 470 milhões a mais de um bilhão, dependendo de como a alfabetização ou o domínio é definido e medido. O professor de Linguística David Crystal calcula que os não-falantes já superam o número de falantes nativos em uma proporção de 3-1.


Os países com maior população de falantes nativos de Inglês são, em ordem decrescente: Estados Unidos (215 milhões), Reino Unido (61 milhões), Canadá (18,2 milhões), Austrália (15,5 milhões),Nigéria (4 milhões), Irlanda (3,8 milhões), África do Sul (3,7 milhões), e Nova Zelândia (3,6 milhões), conforme censo de 2006. Entretanto, apesar dos Estados Unidos ser o país com o maior número de nativos que falam esta língua, o inglês não é o idioma oficial do país, que não tem, em sua Constituição, a designação de um idioma oficial, ao contrário do Brasil, por exemplo, que define o português como sua língua constitucional. É possível, inclusive, que cada estado norte-americano adote a língua que quiser como a sua oficial, bastando para isso criar um artigo em sua legislação estadual.


Países como as Filipinas, Jamaica e Nigéria também têm milhões de falantes nativos de dialetos contínuos que vão do crioulo de base inglesa a versão mais padrão do inglês. Dessas nações onde o inglês é falado como segunda língua, a Índia tem o maior número de falantes (inglês indiano). Crystal afirma que, combinando os falantes nativos e não nativos, a Índia agora tem mais pessoas que falam ou entendem o inglês do que qualquer outro país do mundo.


 Estados Unidos (66%)
  Reino Unido (16.7%)
  Canadá (5.3%)
  Austrália (4.7%)
  África do Sul (1.3%)
  Irlanda (1.1%)
  Nova Zelândia (0.2%)
  Outro (4.7%)

Idioma global

O inglês deixou de ser uma "linguagem inglesa", no sentido de pertencer apenas às pessoas que são etnicamente inglesas. O uso do idioma está crescendo ao redor do mundo para a comunicação internacional. A maioria das pessoas aprendem inglês por razões práticas, em vez de ideológicas. Muitos falantes do inglês na África tornaram-se parte de uma comunidade linguística "afro-saxã" que une africanos de diferentes países.


O inglês moderno, por vezes descrito como a primeira língua franca global, também é considerado como a primeira língua mundial. O idioma é o mais usado do mundo em publicações de jornais e livros, nas telecomunicações internacionais, na publicação científica, no comércio internacional, no entretenimento de massa e na diplomacia. O inglês é, por um tratado internacional, a base para as línguas naturais controladas. Seaspeak e Airspeak são utilizadas como línguas internacionais auxiliares de navegações marítimas e da aviação. O inglês substituiu o alemão como língua dominante na pesquisa científica e atingiu paridade com o francês como uma língua diplomática após as negociações do Tratado de Versalhes em 1919.


Na época da fundação da Organização das Nações Unidas no fim da Segunda Guerra Mundial, o inglês tornou-se proeminente e é agora a principal língua em todo o mundo das relações internacionais, além de ser uma das seis línguas oficiais das Nações Unidas. Muitos outras organizações internacionais em todo o mundo organizações, como o Comitê Olímpico Internacional e a União Europeia, especificam o inglês como sua língua de trabalho ou oficial. Apesar de na maioria dos países o inglês não ser uma língua oficial, é atualmente a língua mais frequentemente ensinada como língua estrangeira.


Alfabeto inglês


Ver artigo principal: Alfabeto inglês

O inglês é escrito no alfabeto latino, sem nenhum carácter especial. Há aparentes exceções em palavras que mantém a grafia estrangeira, como naïve, Noël e fête. Os nomes das letras são os seguintes:


ABCDEFGHIJKLM
nomeabeeceedeeeefgeeaitchijaykayelem
pronúncia (IPA)/ˈeɪ//ˈbiː//ˈsiː//ˈdiː//ˈiː//ˈεf//ˈdʒiː//ˈeɪtʃ//ˈaɪ//ˈdʒeɪ//ˈkeɪ//ˈεɫ//ˈεm/
NOPQRSTUVWXYZ
nomeenopeecuearessteeuveedouble-uexwyezee (EUA) ou zed (R.U.)
pronúncia (IPA)/ˈɛn//ˈoʊ//ˈpiː//ˈkjuː//ˈɑr//ˈɛs//ˈtiː//ˈjuː//ˈviː//ˈdʌbəɫjuː//ˈɛks//ˈwaɪ//ˈziː/ ou /ˈzed/

Fonologia

Vogais

AFIDescriçãoexemplo
monotongos
i/iːalta, anterior, não-arredondadabead
ɪmédia alta, central anterior, não-arredondadabid
ɛmédia baixa, anterior, não-arredondadabed
æmédia baixa, anterior, não-arredondadabad
ɒbaixa, posterior, arredondadabox
ɔ/ɑmédia baixa, posterior, arredondadapawed
ɑ/ɑːbaixa, posterior, não-arredondadabra
ʊmédia alta, central posteriorgood
u/uːalta, posterior, arredondadabooed
ʌ/ɐ/ɘmédia baixa, posterior, não-arredondada; média baixa, centralbud
ɜː ou
ɝ
média baixa, central, não-arredondada ou
retroflexa
bird
əmédia baixa, posterior, não-arredondadaRosa's
ɨalta, central, não-arredondadaroses
Ditongos
e(ɪ)/eɪmédia alta, anterior, não-arredondada
alta, anterior não-arredondada
bayed
o(ʊ)/əʊmédia alta, posterior, arredondada
média alta, central posterior
bode
baixa, anterior, não-arredondada
média alta, central anterior, não-arredondada
cry
baixa, anterior, não-arredondada
média alta, central posterior
bough
ɔɪmédia baixa, posterior, arredondada
alta, anterior, não-arredondada
boy
ʊɚ/ʊəmédia alta, central posterior
média baixa, posterior, não arredondada
boor
ɛɚ/ɛə/eɚmédia baixa, anterior, não-arredondada
média baixa, posterior, não arredondada
fair


Notas

 O inglês norte-americano não tem este som; palavras com este som são pronunciadas com /ɑ/ ou /ɔ/
 Alguns dialetos norte americanos não têm esta vogal
 A letra U pode representar tanto /u/ quanto /ju/. Na pronúncia inglesa, se /ju/ ocorrem após /t/, /d/, /s/ ou /z/, isso normalmente provoca palatização e tais consoantes tornam-se, respectivamente, /ʨ/, /ʥ/, /ɕ/ e /ʑ/, como em tune, during, sugar, e azure. No inglês norte-americano, a palatização não acontece normalmente, a não se que /ju/ seja seguido de r, resultando que /(t, d,s, z) jur/ tornem-se, respectivamente, /tʃɚ/, /dʒɚ/, /ʃɚ/ and /ʒɚ/, como em nature, verdure, sure, e treasure
 A variante norte-americana deste som é uma vogal matizada de r
 Muitos falantes do inglês norte-americano não distinguem entre estas duas vogais átonas. Pronunciam roses e Rosa's do mesmo jeito e o símbolo usado é este: /ə/
 Este som é comumente transcrito /i/ ou /ɪ/
 Os ditongos /eɪ/ e /oʊ/ são monotongalizados por muitos falantes do inglês padrão norte-americano, respectivamente, em: /eː/ e /oː/
 Este som apenas aparece em sotaques em que não há vogais matizadas de r. Em alguns sotaques, este som seria /ʊə/, /ɔ:/
 Este som apenas aparece em sotaques em que não há vogais matizadas de r. Em alguns sotaques, o /ə/ é suprimido, ficando uma vogal longa /ɛ:/

Consoantes

Este é o sistema de consoantes da língua inglesa, transcritos com os símbolos do Alfabeto Fonético Internacional (AFI).

 BilabiaisLabio-
dentais
DentaisAlveolaresPalato-
alveolares
PalataisVelaresLabio-
velares
Glotal
Nasaism  n  ŋ 
Plosivasp  b  t  d  k  ɡ 
Africadas    tʃ  dʒ   
Fricativas f  vθ  ðs  zʃ  ʒçxh
Vibrante simples   ɾ    
Aproximantes   ɹ j ʍ  w 
Lateral   l    
Notas

 A nasal velar [ŋ] é um alofone de /n/ em alguns sotaques do norte da Grã-bretanha, aparecendo apenas antes de /k/ e /g/. Em todos os outros dialetos, é um fonema separado, embora apareça apenas em fim de sílaba.
 Os sons /ʃ/, /ʒ/, e /ɹ/ são labializados em alguns dialetos. A labialização nunca é contrastiva na posição inicial e, consequentemente, não é transcrita. A maioria dos falantes do inglês estadunidense e canadense pronuncia "r" (sempre rotizado) como /ɻ/, enquanto que o mesmo é pronunciado no inglês escocês e outros dialetos como vibrante múltipla alveolar.
 Em alguns dialetos, como o cockney, as interdentais /θ/ e /ð/ são usualmente misturadas com /f/ e /v/, e em outros, como o inglês vernáculo afro-americano, /ð/ é misturado com a dental /d/. Em algumas variedades irlandesas, /θ/ e /ð/ tornam-se as plosivas dentais correspondentes, que então contrastam com as plosivas alveolares.
 A fricativa palatal surda /ç/ é, na maioria dos sotaques, apenas um alofone de /h/ antes de /j/; por exemplo human /çjuːmən/. Contudo, em alguns sotaques (veja isto), o /j/ desaparece, mas a consoante inicial é a mesma.
 A fricativa velar surda /x/ é usada por falantes escoceses e galeses em palavras como loch /lɒx/ ou por alguns falantes em palavras emprestadas do alemão ou hebraico, como Bach /bax/ ou Chanukah /xanuka/. /x/ também ocorre no inglês sul-africano. Em alguns dialetos como o scouse (de Liverpool) tanto [x] quanto a africada [kx] podem ser usadas como alofones de /k/ em palavras como docker [dɒkxə]. A maioria dos falantes nativos tem grande dificuldade para pronunciar esse fonema corretamente quando aprendem outras línguas. A maioria usa os sons [k] e [h] no lugar.
 A vibrante simples alveolar [ɾ] é um alofone de /t/ e /d/ em sílabas átonas no inglês estadunidense, no canadense e no australiano. Esse é o som das letras tt e dd nas palavras latter e ladder, que são homófonas para muitos falantes do inglês na América do Norte. Em alguns sotaques, como o inglês escocês e o indiano, ele substitui /ɹ/. É o mesmo som representado por um r simples do português.
 O w surdo [ʍ] é encontrado no inglês da Escócia e da Irlanda e em algumas variedades da Nova Zelândia, dos Estados Unidos e da Inglaterra. Na maioria dos outros dialetos, ele é misturado com /w/, e, em alguns dialetos escoceses, com /f/.
Gramática
A língua inglesa possui um sistema de inflexão muito simples, se comparado com a maioria das línguas indo-europeias. Não tem gênero gramatical, pois os adjetivos são invariáveis. Há entretanto, resquícios de flexão casual (o genitivo saxônico e pronomes oblíquos).

Os verbos regulares têm apenas 6 formas distintas, duas das quais não se usam mais.

Ex: love (forma básica), lovest (2ª pessoa singular do presente do indicativo ativo - obsoleta), loves ou loveth (3ª pessoa singular do presente do indicativo ativo - a segunda é obsoleta), loved (particípio passado e todas as pessoas menos a segunda singular do pretérito simples ativo), lovedst (2ª pessoa singular do pretérito simples ativo - obsoleta) e loving (particípio presente e gerúndio).
Não há formas passivas sintéticas, mas apenas três modos: indicativo, imperativo e subjuntivo, este raramente usado.

Outros artigos sobre gramática da língua inglesa
Phrasal Verbs
Verbos preposicionais
Caso genitivo
Vocabulário

Cores (colors)
preto - black
branco - white
cinza / cinzento - gray / grey
vermelho - red
verde - green
azul - blue
amarelo - yellow
laranja - orange
marrom / castanho - brown
bege - beige
lilás - lilac
roxo / púrpura - purple
cor-de-rosa - pink

Numerais em inglês

Portuguêszeroumdoistrêsquatrocincoseisseteoitonovedez
Inglêszeroonetwothreefourfivesixseveneightnineten
pronúncia (IPA)/ziːroʊ//wʌn//tiu//θriː//fɔr//faɪv//sɪks//sɛvən//eɪt//naɪn//tɛn/



De 11 a 20:

onze - eleven
doze - twelve
treze - thirteen
quatorze - fourteen
quinze - fifteen
dezesseis - sixteen
dezessete - seventeen
dezoito - eighteen
dezenove - nineteen
vinte - twenty
As dezenas são sempre terminadas com "ty" (Exemplo: twenty (20), thirty (30), forty (40), fifty (50), etc). As centenas são escritas na forma "NÚMERO hundred". Por exemplo:

cem - one hundred
duzentos - two hundred
trezentos - three hundred
Os milhares funcionam do mesmo modo que as centenas, apenas trocando "hundred" por "thousand". Por exemplo:

mil - one thousand
dois mil - two thousand
três mil - three thousand
Para escrever a casa dos milhões, devemos utilizar a palavra "million":

1 milhão - one million
2 milhões - two million
3 milhões - three million
Diferentemente do português, o inglês pode utilizar simples multiplicações para se referir a algum número, assim como entendemos facilmente que "cinco dezenas" equivalem à cinquenta, no inglês o número "mil e novecentos" (1900) pode assumir duas formas: "one thousand nine hundred"; "nineteen hundred". Seria basicamente "dezenove centenas".

Origem
Palavras de origem francesa

Devido à afluência das palavras de origem francesa a partir da invasão normanda em 1066, há em inglês pares de palavras usadas em contextos específicos e que correspondem a uma só nas línguas faladas em áreas próximas da Inglaterra. Notadamente, há, em inglês, uma palavra para designar o animal vivo (normalmente de origem anglo-saxã) e uma para a carne dele (normalmente, de origem francesa). Exemplo: ox (do anglo-saxão oxa), para designar o boi, e beef (do francês boef ou buef), para a carne de boi. Um outro exemplo é para festa de casamento e a instituição. A festa tem o nome de wedding, enquanto a instituição, marriage, que vem do francês marriage.

Outros exemplos de palavras de origem francesa:

résumé - curriculum vitae
royal - referente à realeza
hors d'oeuvres - aperitivos
arrive - do francês ariver, chegar
sublime - do francês sublime
challenge - do antigo francês chalengier, desafiar
toilet - do francês toilette, banheiro
fiancé/fiancée - noivo/noiva
language - do antigo francês langage
café - o estabelecimento, não a bebida

Ver também

História da língua inglesa
Literatura inglesa
Língua inglesa antiga
Língua inglesa média
Língua inglesa sul-africana
Lista de línguas por total de falantes
Índice de Proficiência em Inglês da EF

Reino Unido (desambiguação)


 Esta é uma página de desambiguação que lista os artigos que podem ser associados a um ou vários títulos.

Se uma ligação interna o conduziu até aqui, sugerimos que a corrija para apontá-la diretamente ao artigo adequado.


Reino Unido pode referir-se a:


Ilhas Britânicas

Reino da Grã-Bretanha (1707–1801) — país extinto, formado da união entre Inglaterra e Escócia

Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda (1801–1922) — país extinto

Reino Unido (1922–) — país atual cujo nome oficial é "Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte"




Escandinávia

União de Kalmar (1397–1520) — país extinto, formado da união entre Noruega, Suécia e Dinamarca

Reino da Dinamarca e Noruega (1536–1814) — país extinto

Reinos Unidos da Suécia e Noruega (1814–1905) — país extinto

Outros

Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815–1821) — país extinto

Reino Unido dos Países Baixos (1815–1830) — país extinto, formado da união entre

Reino de Israel e Judá — país extinto, formado pelo rei Davi e seu filho, Salomão

Ver também

Principados Unidos

Emirados Árabes Unidos

Disambig.svg Estados Unidos (desambiguação)


Todas as páginas cujo título começa por "Reino Unido"

Busca por "reino unido"

A Segunda Guerra Mundial (série de livros)

 


Para outras obras de Winston Churchill consultar Winston Churchill (como escritor)

A Segunda Guerra Mundial (The Second World War em inglês) é um livro compêndio de seis volumes escrito por Winston Churchill. A épica obra sobre a Segunda Guerra Mundial coroou uma vida literária exercida junto com a política, e valeu ao autor o Prêmio Nobel de Literatura de 1953.


Dividido em seis volumes, The Gathering Storm (A aproximação da tempestade), Their Finest Hour (Seu melhor momento), The Grand Alliance (A grande aliança), The Hinge of Fate (A articulação do destino), Closing the Ring (Fechando o círculo) e Triumph and Tragedy (Triunfo e Tragédia), a obra traz, através de uma visão privilegiada de quem participou ativamente dos fatos, a história da guerra desde suas causas primordiais, ainda nos anos 1920, até seu desenlace.


A obra teve um enorme sucesso de vendas na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. A primeira edição surgiu em seis volumes; edições posteriores apareceram em doze e em quatro volumes, e houve também uma versão resumida de um único volume. Condensado num único volume de cerca de 1200 páginas, cobrindo cerca de um quarto da obra original, para maior facilidade de leitura do público em geral, o livro foi reeditado em todo mundo no fim da década de 1950 e publicado no Brasil sob o título Memórias da Segunda Guerra Mundial, pela Editora Nova Fronteira.


Churchill escreveu a obra com uma equipa de assistentes usando as suas próprias notas e tendo acesso privilegiado aos documentos oficiais enquanto ainda trabalhava como dirigente político; o texto foi examinado pelo Secretário do seu Gabinete. Churchill foi geralmente justo no tratamento dos factos, mas escreveu a história do seu ponto de vista pessoal. Ele não pôde revelar todos os fatos, porque alguns, tais como o uso de informação electrónica Ultra, tinham que permanecer em segredo. Do ponto de vista histórico, o livro é, portanto, uma memória incompleta de um líder destacado de um dos países mais envolvidos na guerra.


A obra de Churchill é considerada um dos 100 melhores livros de todos os tempos pela equipe literária da revista Newsweek. 


Escrita


Quando ascendeu ao cargo de primeiro-ministro, em 1940, Churchill decidiu escrever a história da guerra que estava a decorrer - a II Guerra Mundial. Ele disse várias vezes: "Vou deixar decisões sobre este assunto para a história – mas eu serei um dos historiadores." Para contornar as regras contra o uso de documentos oficiais, ele tomou a precaução durante a guerra de fazer um resumo semanal de correspondência, minutas, memorandos, actas e outros documentos, resumos que remetia para "Minutas pessoais do Primeiro Ministro". Estas notas foram depois armazenadas em sua casa tendo Churchill escrito ou ditado cartas e memorandos com a intenção de colocar as suas opiniões sobre os registos, para uso posterior como historiador. Este procedimento tornou-se uma fonte de controvérsia quando A Segunda Guerra Mundial começou a ser publicada em 1948. Churchill era um político e líder da oposição com a intenção de voltar ao governo, não um historiador académico, de modo que foi questionado o acesso de Churchill a registos militares e diplomáticos do Governo que eram negados a outros historiadores.


Não era conhecido, na época, que Churchill tinha feito um acordo com Clement Attlee líder do Partido Trabalhista (Reino Unido) e que chefiava o governo britânico em 1945. Attlee concordou em permitir aos assistentes de pesquisa de Churchill o acesso a todos os documentos, desde que nenhum segredo oficial fosse revelado, que os documentos não fossem utilizados para fins político-partidários e que o texto dactilografado fosse examinado pelo Secretário do Gabinete, Sir Norman Brook. Brook ganhou um grande interesse pelo livro e reescreveu algumas secções para garantir que os interesses britânicos não fossem prejudicados ou que o governo não saísse embaraçado. O acesso privilegiado de Churchill a documentos e o seu conhecimento deram-lhe uma vantagem sobre outros historiadores da II Guerra Mundial durante muitos anos. Os livros tiveram um enorme sucesso de vendas na Grã-Bretanha e os Estados Unidos o que permitiu a Churchill enriquecer pela primeira vez. Mas ainda que Churchill surja como o autor, grande parte do seu texto foi escrita por uma equipa de pesquisadores.


Após a morte de Churchill e os arquivos terem sido franqueados, tornaram-se evidentes algumas deficiências do seu trabalho como historiador. Algumas destas eram inerentes à posição que Churchill ocupou como antigo primeiro-ministro e político no activo. Ele não podia revelar segredos militares, tais como o trabalho dos serviços secretos em Bletchley Park, ou o planeamento da bomba atómica. Como foi afirmado na introdução do autor, o livro concentra-se no esforço de guerra britânico. Outros teatros de guerra são descritos em grande parte como pano de fundo. As descrições dos combates na Frente Leste e, em menor medida, da Guerra do Pacífico são esquemáticas. Embora seja em geral justo, são veiculadas algumas vinganças pessoais, por exemplo, contra Sir Stafford Cripps, considerado por alguns como "sendo a única alternativa possível como primeiro-ministro em tempo de guerra" a Churchill.


Edições

A Segunda Guerra Mundial (The Second World War) tem sido publicada em edições de seis, doze e de quatro volumes. Alguns volumes nessas edições partilham nomes, como Triunfo e Tragédia (Triumph and Tragedy) mas o conteudo dos volumes varia, cobrindo parcelas variáveis da obra.


Primeira edição (capa dura) em seis volumes

The Gathering Storm (1948)

Their Finest Hour (1949)

The Grand Alliance (1950)

The Hinge of Fate (1950)

Closing the Ring (1951)

Triumph and Tragedy (1953)

Edição em brochura de doze volumes

The Gathering Storm

The Twilight War

The Fall of France

The Commonwealth Alone

Germany Drives East

War Comes to America

The Onslaught of Japan

Victory in Africa

The Invasion of Italy

Assault from the Air

The Tide of Victory

Triumph and Tragedy

Edição condensada em quatro volumes

Milestones to Disaster

Alone

The Grand Alliance

Triumph and Tragedy

A Segunda Guerra Mundial (The Second World War) também está disponível em edição resumida de um único volume.



The Second World War

Autor(es) Winston Churchill e assistentes

País Reino Unido Flag of the United Kingdom.svg

Gênero História Política e militar

Linha temporal Segunda Guerra Mundial

Editor Houghton Mifflin

Lançamento 1948–1953



Carro de combate

 


Nota: Se procura pelo veículo movido a tração animal utilizado na Antiguidade, veja Carro de guerra.


Um carro de combate (conhecido popularmente como tanque de guerra) é um sistema de armas que reúne em si, sob determinada prioridade sistémica, as 5 acções essenciais ao combate: Poder de fogo, Ação de Choque, Protecção, Mobilidade, e Informações e Comunicações.


Possui com elemento do subsistema mobilidade, a esteira (lagarta) através do qual se desloca. Como armamento principal, possui uma peça de elevado calibre, como um canhão. Em inglês designa-se por Main Battle Tank (MBT). O termo "tanque" (ou no original em inglês, "tank") surgiu como um código criado por seus inventores, os ingleses, para disfarçar o projeto do primeiro carro de combate de seus inimigos à época, os alemães.


É um veículo de combate blindado utilizado geralmente pela cavalaria de um exército, projetado principalmente para atacar forças inimigas com a utilização de fogo direto. Um carro de combate é caracterizado pelo seu armamento pesado e pela sua blindagem também pesada, tal como o seu grau de mobilidade que o permite atravessar terreno difícil a grandes velocidades. Embora os carros de combate sejam caros de operar e exigentes na vertente logística, são, ainda o elemento mais eficaz e letal na guerra de assalto terrestre e continuará a sê-lo num futuro próximo. Estão entre as armas de combate modernas mais formidáveis e versáteis, tanto pelo fato da sua habilidade para atacar contra alvos terrestres, tanto como o seu valor de choque contra a infantaria convencional.


Atualmente, os carros de combate modernos estão equipados com câmaras térmicas que permitem uma excelente visão do campo de batalha de noite ou quando obscurecido com fumos. Os carros de combate atuais possuem, também, um feixe laser que permite avaliar a distância exacta ao alvo. É por isso importante referir que o carrista (membro de uma guarnição de Carro de Combate) atual é um profissional altamente treinado e conhecedor do equipamento que opera.


Os carros de combate atuais podem ser guarnecidos por 4 ou 3 homens, Chefe de Carro, Apontador, Municiador e Condutor, sendo que nos carros de combate com municiamento automático, se suprime o Municiador.


As divisões de carros de combate são geralmente utilizadas com o apoio de infantaria, engenheiros, artilharia, aviões, e outros meios de suporte tanto técnico como de combate. Caso não sejam apropriadamente protegidos, os carros de combate podem ser vulneráveis a ataques de infantaria, minas, e de aviões.


Um tanque russo T-14, o mais novo tanque do exército russo, produzido desde o começo de 2015.


História

O termo tanque para designar carro de combate tem como origem da palavra inglesa tank pela qual os ingleses chamavam os protótipos iniciais dos carros de combate na Primeira Guerra Mundial usavam para evitar chamar a atenção da espionagem inimiga sobre essa arma enquanto era desenvolvida. Muitas fontes creditam o Leonardo da Vinci os primeiros projetos, que imaginou um poderoso veículo com canhões sobre rodas.


Primeira Guerra Mundial


Tendo já visto a utilização de carros armados da Rolls-Royce em 1914, e tendo conhecimento do esquema para criar um veículo de combate de lagartas, Winston Churchill patrocinou a Landships Committee para supervisionar o desenvolvimento desta nova arma. O primeiro protótipo de um tanque criado com sucesso, com a alcunha de "Little Willie", foi testado a 6 de Setembro de 1915. Embora inicialmente chamados de "landships" (Português: barcos de desembarque) pelo Almirante, eram geralmente referidos como "water-carriers" (Português: transportadores de água), e mais tarde referidos oficialmente como "tanques" para manter em segredo o projecto. A palavra "tanque" foi utilizada para dar a sensação aos trabalhadores, que estes estariam a trabalhar na construção de contentores de água com lagartas para o exército Britânico na Mesopotâmia.


O primeiro carro de combate a entrar em serviço foi um Mark I, levado para combate pelo Capitão H. W. Mortimore da Marinha Real Britânica para Delville Wood durante a batalha do Somme a 15 de Setembro de 1916. A França mais tarde desenvolveu o Schneider CA1 a partir de tractores Holt, sendo utilizadores pela primeira vez a 16 de Abril de 1917. Posteriormente desenvolveram os pesados St. Chamond. Em seguida veio um tanque leve amplamente fabricado e muito utilizado pelos aliados, o Renault FT-17. Os alemães também criaram o seu tanque, o A7V. A primeira utilização maciça de carros de combate ocorreu a 20 de Novembro de 1917, na batalha de Cambrai.


A guerra terminou antes que o uso de carros de combate pudesse ter um impacto significativo, apenas algumas centenas de veículos tendo efectivamente sido postos em campo. No entanto, o resultado do uso de carros de combate na Batalha de Amiens, perto do final da guerra, veio demonstrar que o combate de trincheiras estava obsoleto.


Carro de combate britânico Mark I capturado pelos Alemães durante a Primeira Guerra Mundial. As lagartas eram enormes de modo ao tanque poder escalar obstáculos. As principais armas eram montadas em ambos os lados do tanque, de modo a manter o centro de gravidade baixo.


Segunda Guerra Mundial


A Segunda Guerra Mundial foi a primeira guerra onde os veículos blindados foram fundamentais para o sucesso no campo de batalha. Neste período os tanques se transformaram em verdadeiros sistemas complexos de armas móveis, sendo capaz de alcançar vitórias táticas em tempos incrivelmente curtos. Entretanto, ao mesmo tempo foram desenvolvidas eficientes armas anticarro, provando que por mais fortes que fossem, os blindados não eram invulneráveis. Alguns exércitos aliaram a mobilidade da infantaria com a proteção da cavalaria, criando divisões de infantaria motorizada altamente poderosas.


Design


Os três tradicionais factores que determinam a eficácia de um tanque é: poder de fogo, mobilidade e proteção.


O poder de fogo é a habilidade de um carro de combate para destruir um alvo. Tal inclui a distância máxima no qual os alvos podem ser atacados, a habilidade para atacar alvos em movimento, a velocidade no qual os alvos podem ser destruídos, a capacidade de destruir veículos blindados ou tropas protegidas, e a habilidade de continuar em combate após se ter recebido danos.


Seguem-se alguns exemplos de como diferentes países são influências pelo design dos seus carros de combate:


O Reino Unido tem historicamente optado por um melhor poder de fogo e uma melhor proteção à custa de alguma mobilidade. O Exército Britânico mantém um pequeno, e profissional exército, e portanto a sobrevivência da guarnição do carro de combate é um dos factores mais importantes;

Os Estados Unidos tem um exército grande com armas sofisticadas e um complexo serviço de suporte móvel. Como é esperado que os seus veículos raramente estejam longe do suporte e de unidades de reparação, é menos o treino e o esforço dado para as guarnições poderem elas mesmas fazerem a manutenção do carro de combate ou reparar este após sofrer danos num combate;

Os carros de combate Alemães foram completamente superados pela mobilidade dos T-34 na frente Russa durante a Segunda Guerra Mundial, no qual tornou-se num factor importante para a sua derrota. Também perderam muito devido à sua complexidade nos Carros de Combate Tiger e Panther , devido a avarias mecânicas constantes. Como resultado os tanques Alemães no pós-guerra foram desenhados para serem muito manobráveis, tendo resultado numa menor protecção. A menor necessidade de manutenção é também um fator importante na concepção;

Israel é uma nação pequena, mas rica, com um número de homens limitado num ambiente político hostil (rodeados pelo inimigo), sendo o seu principal interesse a sobrevivência da guarnição. Como tal, é a única nação a produzir um carro de combate moderno com o motor à frente, o Merkava, para aumentar a proteção da guarnição atrás do mesmo.



Tanques Tiger II da Alemanha, em 1944.


Tanques Type 74 japoneses.

Vulnerabilidade

Embora seja uma arma bastante poderosa e conhecido por ser o rei do campo de batalha, o Carro de Combate não é invulnerável.


Apesar do que se possa pensar, o fator ruído não é uma vulnerabilidade no Carro de Combate, pois a missão de uma unidade de Carros de Combate é estreitar o contacto com o inimigo, para o destruir, capturar ou repelir o seu assalto, ou seja, quando uma unidade de Carros de Combate é mobilizada tem como objectivo combater.


Esquema de um veículo blindado pesado

1. Trilho

2. Peça

3. Protecção das lagartas

4. Lança Potes de fumo

5. Torre/Compartimento de Combate

6. Compartimento do motor

7. Torreta/Chefe de Carro

8. Metralhadora coaxial

9. Corpo, blindagem principal

10. Metralhadora/Lugar do condutor.

Infantaria


O carro de combate continua vulnerável à infantaria, especialmente em zonas fechadas, como por exemplo cidades. A blindagem e a mobilidade dos carros de combate também os faz serem grandes e bastante ruidosos, dando a uma infantaria inimiga a iniciativa, e permitindo-lhes seguirem e fugirem de um carro de combate até a oportunidade de um contra-ataque surpresa surgir. É por este motivo que as tácticas modernas de combate insistem que os carros de combate tenham por perto o apoio de infantaria aliada (Agrupamentos ou Subagrupamentos).


Mesmo para forças experientes, não é fácil para um soldado se aproximar de um Carro de Combate sem ser detectado, especialmente se o comandante do carro de combate (Chefe de Carro) estiver dentro da torre com um campo de visão bom. Caso o Chefe de Carro não esteja protegido dentro do carro de combate, este fica exposto a fogo ligeiro.


Quando um soldado se aproxima de um carro de combate, não fica invulnerável, apesar que a tripulação do carro de combate tenha que se expor para o atacar, visto que as metralhadoras anexas ao tanque não podem se mover suficientemente rápido para atacar alvos próximos, é possível pedir ajuda a carros de combate próximos para estes abaterem soldados inimigos.


Soldados norte-americanos utilizam um AT-4 durante um treino no Kuwait.


Helicópteros

A maior ameaça para um carro de combate nos dias de hoje é o helicóptero anticarro armado com armas anticarro teleguiadas, ou canhões. O helicóptero pode rapidamente aparecer e disparar de trás de um obstáculo, tendo uma grande mobilidade para atacar de sítios menos esperados.


Minas

O carro de combate continua vulnerável a minas, que têm a vantagem de atacar o carro de combate na parte onde este tem menos blindagem, e podem ser bem escondidas.


Em adição as minas modernas podem ser lançadas, e em particular, a partir de artilharia ou de um avião, e serem posicionadas entre uma formação de carros em movimento.


Aviões

Muitos aviões, incluindo o A-10 Thunderbolt II, foram desenvolvidos especificamente para suporte aéreo próximo, que inclui em muitos casos a destruição de carros de combate. Um dos destruidores de tanques lendários foi o Ilyushin Il-2, que foi utilizado pela União Soviética contra a Alemanha Nazista. O famoso Junkers Ju 87, apesar de não ter sido inicialmente projetado para ataque a tanques, foi empregado nesse papel primeiramente na Batalha da França de 1940, onde teve sucesso limitado por ser difícil bombardear um alvo em movimento de tamanho pequeno. Versões posteriores ganharam canhões de 37 mm, capazes de penetrar a blindagem superior de qualquer tanque soviético ou aliado.



Um carro de combate M1A1 Abrams do exército norte-americano no Iraque (2004), um dos principais tanques de batalha modernos.


Enciclopédia (Dicionário A a Z )

A a Ā Abacate Abacateiro Abacatuaia Abacaxi Ábaco Abadengo Abadessa Abadia Abadim Abadir abafa...